domingo, 23 de março de 2008

Talentos

Sempre achei que todas as pessoas nascem com um dom, algo que as torna únicas numa determinada área. Maradona nasceu para o futebol, Maynard James Keenan para a música, Irvine Welsh para a literatura, Stanley Kubrick para o cinema... Infelizmente, a grande maioria de nós passa por esta vida sem nunca conseguir descortinar qual a vertente profissional em que marca realmente a diferença. Eu sou, assumidamente, uma dessas pessoas. Quem acha que já descobriu pode sempre reflectir nas palavras de Platão:


"Aquele que se aproxima do templo das Musas sem inspiração, acreditando que basta apenas a perícia, permanecerá um trapalhão e a sua poesia presunçosa será obscurecida pelas canções dos loucos."

1 comentário:

  1. Curioso... aínda ontem tive umas reflexões meio depressed sobre o facto da vida passar por nós e não marcarmos a mínima das diferenças e pensar que se "naquele tempo tivesse investido mais na coisa".
    O mais bizarro foi ter tido estas ideias ao ver um documentário sobre uma banda de teenagers meio-menininhas que são um brutal caso de sucesso... A tocar músiquinhas copy-paste (bem ao género dos LinkinPark) que cativam esta nova geração com uns acordes de ataque e um visual mais ou menos trabalhado.
    Não pude deixar de sentir um pouco da farpa da inveja a penetrar bem entre a unha e o dedo...
    E se eu me tivesse dado ao trabalho de procurar uns cromos que como eu sonhassem tocar numa banda?
    Nem queria ser como estes putos. Contentava-me em ser o guitarras da banda que rivalizava com os Tara Perdida...
    Resumindo... é preciso ter sorte para descobrir os nossos talentos, mas mais sorte é ter alguém que os decubra por nós, lhes dê corpo e os financie!

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Ponto de situação

 "Não era suficientemente feliz para deixar de me sentir abandonado, mas também não era suficientemente infeliz para querer separar-me...