Chegou discreto.
Isto de aparecer sozinho num concerto esgotado no Pavilhão Atlântico já é digno de nota.
Calça de ganga, sapato, camisa branca, blazer. Na cabeça levava qualquer coisa parecida com um corte de cabelo "normal". À primeira vista, diria que era um trintão que trabalhava numa daquelas empresas que impõem um certo código de vestuário e que depois mimam os empregados com um "casual friday".
Vão tocando as primeiras músicas e eles vai abanando a cabeça, com a imperial na mão.
Eis que começa o "Lullaby"... O Pavilhão vibra como nunca antes e o outrora pacato fã levanta-se e começa a dançar - o Pavão entra em acção!
Dançando como se não houvesse amanhã (sim, porque quem dança assim e não tem vergonha só pode pensar que o Mundo vai acabar, pelo que ninguém o irá reconhecer futuramente), ele continua a sacar de todos os seus "moves" enquanto toca o hit seguinte. Ao som do terceiro mega-sucesso, ele despe o blazer e executa o "move who is the mother of all moves"... Indiscritível! Isto sempre sem entornar uma gota de cerveja... O homem é um artista, digno da mais nobre linhagem da arte circense.
O homem, simplesmente, não fez prisioneiros! E eu ri-me tanto que até me ficaram a doer os abdominais durante dois dias.
Até continuava a escrever, porque estava, de facto, a dar-me prazer, mas deu-se nova crise maternal e o momento, simplesmente, perdeu-se...
Vê-se mesmo que nunca visitou um Tokio ou um Jamaica...
ResponderEliminarÉ vê-los de copo numa mão, cigarro na outra, bracinhos meio abertos tais quais fénixs e olhinhos fechados...
A voarem...
Ao som de Joy Division, The Cure...
Sim, porque quando dá Heroes del Silencio e The White Stripes a coisa só dá mesmo para o salto!
Vá... reply ao facto de ter colocado na mesma frase os rockeiros españoles e os brothers brancos.