Jornalista, essa espécie em vias de extinção... Profissão sempre nobre, outrora respeitada, agora uma manta de retalhos de comentadores e de enxovalho.
O jornalista foi devorado pela Internet. Da mesma forma que a tecnologia mudou a profissão de taxista ou livreiro. Começou por se deslumbrar pelo número de cliques e visualizações, sem que isso representasse impacto no modelo de negócio. Os salários princepescos da década de 90 são uma miragem nos dias de hoje, onde abundam estágios curriculares e salários de mil euros para séniores.
Depois veio o Twitter e o jornalista achou que era um tipo importante que tinha umas larachas para debitar nas redes sociais. Acabou comido de cebolada pelas redes sociais e pelos motores de pesquisa. Choveram - e continuam a chover - títulos clickbait. Factos relegados para segundo plano quando se pôr um trocadilho no título ou algo misterioso a tentar apelar à curiosidade ou ao escândalo.
Perderam-se gerações de leitores, ouvintes, telespectadores. Gerações que não regressarão.
Ganharam-se dívidas sem fim. Comunicação social não dá dinheiro para as empresas e jornalismo não dá dinheiro para a esmagadora maioria dos jornalistas.
O que temos hoje? Canais de notícias sem notícias, que enchem a antena de comentadores que opiniam horas infindáveis sobre tudo e um par de botas. Alguém os leva a sério? Ganharam audiências ao trocar notícias por comentários? Duvido em ambos os casos. Jornalistas comentadores - que raio de conceito... Diretos de minutos a falar sobre nada. Sites de media onde a maioria das notícias está fechada atrás de um paywall. Querem jornalismo de qualidade? Paguem. É justo. Mas convinha encontrar um ponto de equilíbrio. Se querem uma sociedade informada para que as pessoas tenham uma melhor percepção da realidade e, suponhamos, possam votar de forma mais consciente, convém dar-lhe acesso a conteúdos que o permitam. E que não cedam à tentação de entrevistar vezes sem conta líderes partidários polémicos ou ex-primeiros ministros caídos em desgraça só porque é fácil, barato e pode 'render' nos comentários do online. Fazer jornalismo é não escolher o caminho fácil.
Jornalismo, a morte lenta... Muitos factores externos condenáveis, mas muitos, muitos tiros nos pés...
Posso, eventualmente, em tempos, ter tido algum género de experiência na profissão - "I Love You, Now Die".
Absolutamente de acordo.
ResponderEliminarHoje práticamente só existem jornaleiros e comentadeiros.
Sem perfil, sem conteúdo, de uma inutilidade e insignificância absolutamente confrangedora.
Não prestam e ainda não perceberam.
Numa coisa são fortíssimos: Defendem-se uns aos outros na sua incompetência gritante e cumprem com rigor em uníssono a voz do dono. Cartilheiros avençados, patéticos e inúteis.
Tem razão mas parte do que disse também acontece nos blogues. Também há os opinadores/comentadores "especialistas em tudo", postais e mais postais sobre tudo e um par de botas. Há muitos postais a falar sobre nada. E também há os que querem vender.
ResponderEliminarMas claro que o que se passa na CS é bem pior e é bastante preocupante. Os noticiários são programas de notícias, acontecimentos importantes, e não de entretenimento nem de comentários. Os comentários fazem a cabeça das pessoas e isto é preocupante. Se a lei permite o que está a acontecer, não devia. Se permite há um grande culpado, o legislador. Mas há dias o PM disse umas coisas. Há um abuso por terem o tempo de antena que querem para dizerem o que querem. Também a imagem que eles passam de seres superiores que dão lições a todos, é bastante preocupante.
Este seu texto é sobre um assunto importante. Mas você interessa-se por assuntos importantes ou pelos assuntos que você escreve?
É bom ver que ainda há algumas pessoas inteligentes e que conseguem ver o essencial no meio de tanto ruído. Mas também há o problema das audiências!
ResponderEliminarO jornalismo é importante. Mas eles também têm de ter deveres e de prestar contas. Além disse eles também devem ser notícia e o que eles fazem também deve ser comentado. Já me esquecia, eles não vão permitir isso!
nao deixa margem para o leitor dizer nada, sequer dizer que a culpa é do sistema, sistema
ResponderEliminarinexoravel, e portanto os jornalistas atropelados.
Claro que as audiencias nao regressarao, mas mesmo a atualidade de hoje sera substituida (inovaçao, novos produtos ) por outra sucessivamente .
Nao há nada para chorar. Com excepçao dos coveiros que depois de nos enterrar a todos ficarao sem quem os enterre.
Outra situação preocupante é quando os jornalistas querem que saibamos tudo o que acontece noutros países como se tivesse acontecido cá. O objetivo é passar a imagem que sabemos tudo e eles não escondem nada de nós. Mas parte do problema é a pouca cultura das audiências e a sua falta de capacidade critica. As audiências não percebem que notícia não é qualquer coisa que aconteça, mas apenas o que é importante e por isso devemos saber.
ResponderEliminarO jornalismo independente é raro, ou não existe. As noticias são manipuladas por quem detem o poder e a "verdade", e os jornaleiros de plantão são meros mercenários de quem mais lhes paga.
ResponderEliminarDesconfiem da imprensa convencional, e procurem alternativas, porque a "verdade", por mais voltas que se dê, tem sempre mais que uma face. O remédio, é diversificar a escolha da informação, e optar pela que parecer mais justa..
A questão ctual é que também ninguém quer saber a verdade, nem dos factos, nem da realidade. A turba leitora quer impor a sua verdade, ou seu saber (que não tem), a sua versão, e a sua realidade.
ResponderEliminarTudo o que não corresponde ao individualismo pessoal é para a abater e as redes sociais são a arena de luta.
Manipuladas não serão. Um dos problema são as "filtragens" para apenas sabermos o que eles querem. O problema é que não existem alternativas. Dificilmente se consegue saber algo sem ser pela comunicação social. Mas se conseguir saber, diga. Além disso a informação tem de chegar a milhares de pessoas para ter algum efeito.
ResponderEliminarIndividualismo pessoal vemos muito. Só as redes sociais é que são a arena de luta? E algo começado por b!
ResponderEliminarQuer alternativas sobre (por exemplo) a situação na Ucrânia, ou no Oriente Médio? Procure no you tube a visão de professores catedráticos, juízes, militares de alta patente, e (ex) diplomatas. A maioria americanos, o que de alguma forma os torna insuspeitos. Entre eles, o prof. catedrático e militar formado em West Point John Mearsheimer, o ex embaixador britanico Alastair Crook, o prof.catedrátido de economia Jeffey Sachs, os coroneis Douglas McGregor e Laurense Wilkerson, o ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, ex -inspetor de armas da Comissão Especial das Nações Unidas, Scott Ritter, etc. Se o seu inglês não for fluente, os brasileiros, têm um dobragem que dá para pelo menos entender a essência do que se discute.
ResponderEliminarO jornalismo sempre foi incómodo. Indagar os acontecimentos nunca agradou a quem quer controlar a informação através da manipulação da ignorância. Com mais ou menos inverdades e argumentos boçais, como começa a ser norma, o post e a maioria dos comentários importam, sem taxas certamente, o princípio mediatizado pelo ridículo boné exibido pelo ridículo presidente dos EUA: 'Trump was right about everything'.
ResponderEliminarNão me parece que haja manipulação com o que sabemos sobre a situação na Ucrânia ou no Médio Oriente. O jornalismo tem interesse em mostrar isso. E ignorou uma parte importante do comentário.
ResponderEliminarOs que acham que sabem muito quando não sabem, também são um problema. Ou então querem manipular. Quem controla a informação é o próprio jornalismo. Eles publicam apenas o que lhes interessa e não podem fazer isso. O jornalismo é um meio opaco e depois criticam outros por falta de transparência.
ResponderEliminarCartilheiros avençados, bem dito.
ResponderEliminarTodos corruptos, todos manipuladores profissionais, todos a debitar propaganda do regime (não o português, que esse é vassalo e não pode nada, mas do regime EUA/NATO/UE).
Olham para fascistas Venezuelanos e Moçambicanos e Moldavos e chamam-lhes "democratas".
Olham para democratas soberanistas (anti-imperialistas) e chamam-lhes "ditadores" e "terroristas".
A cambada de nazis na ucrânia e genocidas em "israel" estão-se só a "defender".
Mas as pessoas do Donbass ou da Palestina são "agressores".
Dar empresas estratégicas a ladrões e vigaristas e estrangeiros é "muito bom".
Mas manter essas empresas nacionalizadas é "extrema-esquerda".
Lula e Xi, o Papa e o PCP, pedem a paz, e são todos "putinistas".
Mas quem quer mais guerra e mais dinheiro para dar lucro ao império da guerra permanente (EUA/NATO), é "bem intencionado".
A Rússia ora está derrotada e é fraca, ora está quase a chegar a Lisboa com o Putin num tanque. Depende da lua dos tais "jornalistas".
Um rapaz foi ao Donbass fazer jornalismo e ficou sem emprego na MainStreamMerdia (sic) portuguesa, mas se a rapaziada fizer propaganda aos EUA em nome de muitos dólares na conta bancária, ou propaganda em nome da ditadura UE em nome de muitos euros na conta bancária, ou propaganda sionista ("israel") genocida em nome de muitos shekels na conta bancária, isso é tudo "transparente" e "democrático".
Se um Iraniano defende o seu país, é um "terrorista" que tem de ser bombardeado.
Mas se um terrorista da al-Qaeda chega ao poder na Síria, até pode andar a matar Alawitas e Druzes e Curdos e etc, que em vez de condenação, recebe antes abraços e beijos dos "democratas" ocidentais, e boas manchetes dos "jornalistas" ocidentais.
Se um grupo de fascistas expulsa dezenas ou centenas de idosos e famílias de suas casas, para depois especular e cobrar milhares de € de renda em alojamento local a turistas, é só "negócio".
Mas se um rapaz e a sua família pedem um empréstimo, compram um imóvel degradado, fazem obras, e convidam os residentes a lá continuar a morar, no centro de Lisboa, por apenas 170€ de renda mensal, os tais "jornalistas", avençados pelo lobby do imobiliário, lá vão fazer a cruxificação do Ricardo Robles... porque os quartos que estavam VAZIOS, passaram a estar à venda aos preços de mercado.
O jornalismo não deu tiros nos pés. O jornalismo ainda existe noutros lados. Mas não nos MainStreamMedia ocidentais. Aí não há jornalismo nenhum. Só há trabalhadoras de bordel.
RTP, SIC, TVI, CMTV, Now, CNN, FOX, BBC, Euronews, etc.
Expresso, Público, Eco, Sapo, The Guardian, El País, Bild, New York Times, Washington Post, etc.
Como disse Arnaldo Matos: "isto é tudo um p*tedo!"
Para mim, é só jornalismo independente e de preferência não-ocidental. Rede social, só mesmo Telegram, sem algoritmos nem censura ocidental. Venham notícias da Rússia (dos canais censurados pela ditadura fascista dos EUA/UE), Irão, China, Brazil, Índia, Venezuela, Líbano, África do Sul, etc. Tudo dos BRICS e do Sul Global. Estou vacinado contra a podridão ocidental. A mim não me enganam mais!
Sionismo é colonialismo, apartheid, limpeza étnica, invasão, e genocídio.
O projecto colonial genocida chamado "israel" não tem o direito a existir.
A resistência violenta do Hamaz, Hezbollah, Ansar Allah, etc, é um DIREITO HUMANO.
Não há "reféns", só há invasores/colonizadores legitimamente detidos.
Não há "guerra israel - hamas". Isso são 3 mentiras em 3 palavras, repetidas diariamente pelos tais "jornalistas" ocidentais, cujo real nome é PRESStitutas! O que há é um GENOCÍDIO, é de todos os sionistas ocidentais, e é contra todo um povo: seres humanos inocentes e indefesos, maioritariamente crianças e mulheres.
A Rússia, que combate contra a agressão nazi dos golpistas do Maidan (golpe da CIA), não merece sanções nenhumas. Foi a ditadura glorificadores de nazis da Ucrânia quem violou a paz de M